Avançar para o conteúdo principal

Café que não é só café


Tenho um horário de trabalho particularmente agradável.

Para mim é importante entrar cedo para poder sair cedo.

O teletrabalho é uma moda recente na minha vida, um filho do coronavirus.

E nos dias em que assim estou, não há um horário de entrada fixo, porque também não acaba à hora do costume. Há telefonemas, mails, mensagens até muito mais tarde. Tudo tem dois lados.

Mas o lado bom é que posso agora beber café com as mães de amigos dos meus filhos. Novas amigas.

E as manhãs têm começado muito melhor do que quando fazia 10km em contra relógio. Não de bicicleta, mas no transito de outras manhãs, de outros tempos.

Tudo tem dois lados.

Há que aproveitar o lado bom. 


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Usei a cabeça toda

  Hoje a Nôno teve teste. A caminho de casa disse: - O teste correu-me bem. Achei fácil. - Ainda bem, é sinal de que estavas preparada. - Até fui a segunda a terminar. - Não sei se isso é bom... - Fica descansada, usei a minha cabeça toda! - Então óptimo! - Mas não foi a cabeça. que fez o teste. Foi a mão...

O moreno e a branquinha

  O Martim está no seu terceiro dia de praia e tem já uma cor invejável. A Nôno tem uma semana completa e nem se nota a marca do fato de banho. Mas há uma explicação óbvia, segundo ela: - Eu corro muito e o sol não me apanha!

Já não tenho Pai

Há coisas na vida que estão certas. Que sabemos que vão acontecer. Um dia, bastante longe no tempo. Mas o tempo passa e aperta e esse dia chega quando menos queremos. Agora já não tenho Pai. Pelo menos por agora. Ficar órfão é perder uma parte de nós, da nossa identidade e da nossa história. É não ter o colo, o porto de abrigo seguro, o mimo. Perder uma palavra honesta e um conselho sábio. O nosso coração fica mirrado, apertado, a cabeça dói e o estômago arde. Terei de passar a viver das recordações, da gratidão e da memória. Na esperança de que, um dia, se torne menos difícil. E isto não significa que não tenha outros amores, mãe, marido e filhos. Significa apenas que fiquei incompleta. Não sei se para sempre, mas por agora. Até um dia.