Avançar para o conteúdo principal

Doze meses



As férias voam, os dias bons passam depressa. As rotinas são mais lentas mas também andam. Porque já estamos a caminhar, dado que faltam todos os dias menos um dia para o que quer que seja.

E quando chegamos a janeiro, sinto que estamos no cimo de uma montanha de onde vemos tudo. Vemos doze meses pela frente que ainda parecem muito distantes. E estão.

Este mês passa devagar, porque a maioria das pessoas tem mais uns quilos e menos dinheiro. Faz frio, estamos pálidos, custa a sair da cama.

Mas os dias vão ficar maiores, já há vacina e a esperança do regresso à normalidade.

Mas não penso que depois do Covid é que vais ser. Porque nunca penso assim.

Porque já pode ser agora tudo o que quisermos, com os cuidados necessários. E a máscara até aquece nestes dias mais frios.

Coloquemos ânimo e energia na vida. Ritmo nos dias e delicadeza nos pormenores.



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Usei a cabeça toda

  Hoje a Nôno teve teste. A caminho de casa disse: - O teste correu-me bem. Achei fácil. - Ainda bem, é sinal de que estavas preparada. - Até fui a segunda a terminar. - Não sei se isso é bom... - Fica descansada, usei a minha cabeça toda! - Então óptimo! - Mas não foi a cabeça. que fez o teste. Foi a mão...

O moreno e a branquinha

  O Martim está no seu terceiro dia de praia e tem já uma cor invejável. A Nôno tem uma semana completa e nem se nota a marca do fato de banho. Mas há uma explicação óbvia, segundo ela: - Eu corro muito e o sol não me apanha!

Já não tenho Pai

Há coisas na vida que estão certas. Que sabemos que vão acontecer. Um dia, bastante longe no tempo. Mas o tempo passa e aperta e esse dia chega quando menos queremos. Agora já não tenho Pai. Pelo menos por agora. Ficar órfão é perder uma parte de nós, da nossa identidade e da nossa história. É não ter o colo, o porto de abrigo seguro, o mimo. Perder uma palavra honesta e um conselho sábio. O nosso coração fica mirrado, apertado, a cabeça dói e o estômago arde. Terei de passar a viver das recordações, da gratidão e da memória. Na esperança de que, um dia, se torne menos difícil. E isto não significa que não tenha outros amores, mãe, marido e filhos. Significa apenas que fiquei incompleta. Não sei se para sempre, mas por agora. Até um dia.