Avançar para o conteúdo principal

Carnaval na Escola

 


Quando eu era pequena este dia tinha muita importância.
O dia de Carnaval na escola, com os amigos.
Acho que depois do Natal e do dia de aniversário, era o melhor dia do ano.
A minha mãe, como enfermeira, sempre entrou cedo no trabalho e o meu pai assumiu essa responsabilidade como ninguém. Mas Carnaval exige roupa com acessórios, penteados e pinturas.
Então, na noite de quinta para sexta-feira de Carnaval, sempre fui dormir a casa dos meus tios, no quarto com a Mónica.
Somos da mesma idade, meninas e a minha tia tem AQUELA paciência.
Mascarámo-nos de russa, dama antiga, sevilhana, fada, holandesa, madeirense...
Colares, brincos grandes, batom.
Digamos que era um dia em que até faltava o ar de tanto chitex.
Nos restantes dias do fim-de-semana parece que já não apetecia tanto.
Hoje a história é a mesma, só mudam os protagonistas.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Usei a cabeça toda

  Hoje a Nôno teve teste. A caminho de casa disse: - O teste correu-me bem. Achei fácil. - Ainda bem, é sinal de que estavas preparada. - Até fui a segunda a terminar. - Não sei se isso é bom... - Fica descansada, usei a minha cabeça toda! - Então óptimo! - Mas não foi a cabeça. que fez o teste. Foi a mão...

O moreno e a branquinha

  O Martim está no seu terceiro dia de praia e tem já uma cor invejável. A Nôno tem uma semana completa e nem se nota a marca do fato de banho. Mas há uma explicação óbvia, segundo ela: - Eu corro muito e o sol não me apanha!

Já não tenho Pai

Há coisas na vida que estão certas. Que sabemos que vão acontecer. Um dia, bastante longe no tempo. Mas o tempo passa e aperta e esse dia chega quando menos queremos. Agora já não tenho Pai. Pelo menos por agora. Ficar órfão é perder uma parte de nós, da nossa identidade e da nossa história. É não ter o colo, o porto de abrigo seguro, o mimo. Perder uma palavra honesta e um conselho sábio. O nosso coração fica mirrado, apertado, a cabeça dói e o estômago arde. Terei de passar a viver das recordações, da gratidão e da memória. Na esperança de que, um dia, se torne menos difícil. E isto não significa que não tenha outros amores, mãe, marido e filhos. Significa apenas que fiquei incompleta. Não sei se para sempre, mas por agora. Até um dia.