Avançar para o conteúdo principal

Brinde ou fava



Gosto de ditados populares, adivinhas e lenga lengas.
De expressões antigas e tradições. Algumas delas já as faço porque fazem parte de mim e da forma como cresci.
Mas este ano está a desafiar-me dado que não fiz parte delas.
E tudo começou nos anos do Martim com um percalço que veio alterar tudo o que tinha idealizado para aquele dia.
Rumámos ao Zmar para passar o fim-de-ano só os quatro.
Um dia e meio que soube a férias mas que alterou as coisas típicas de reveillon.
Não vesti cuecas azuis novas.
Adormeci no quarto dos miúdos e o Bruno na sala.
Acordámos dois minutos antes da meia noite, por sorte.
Não saltei da cadeira com o pé direito.
Bebemos o champanhe e comemos as passas e fomos dormir.
Chegou o dia de Reis. Não comemos o bolo.
Também costumamos comer romã com uma nota boa na mão direita. Guardo a coroa da romã e 12 baguinhos para não faltar nada durante o ano. O que não aconteceu.
Veremos se o 2019 nos dá o brinde ou a fava.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Usei a cabeça toda

  Hoje a Nôno teve teste. A caminho de casa disse: - O teste correu-me bem. Achei fácil. - Ainda bem, é sinal de que estavas preparada. - Até fui a segunda a terminar. - Não sei se isso é bom... - Fica descansada, usei a minha cabeça toda! - Então óptimo! - Mas não foi a cabeça. que fez o teste. Foi a mão...

O moreno e a branquinha

  O Martim está no seu terceiro dia de praia e tem já uma cor invejável. A Nôno tem uma semana completa e nem se nota a marca do fato de banho. Mas há uma explicação óbvia, segundo ela: - Eu corro muito e o sol não me apanha!

Já não tenho Pai

Há coisas na vida que estão certas. Que sabemos que vão acontecer. Um dia, bastante longe no tempo. Mas o tempo passa e aperta e esse dia chega quando menos queremos. Agora já não tenho Pai. Pelo menos por agora. Ficar órfão é perder uma parte de nós, da nossa identidade e da nossa história. É não ter o colo, o porto de abrigo seguro, o mimo. Perder uma palavra honesta e um conselho sábio. O nosso coração fica mirrado, apertado, a cabeça dói e o estômago arde. Terei de passar a viver das recordações, da gratidão e da memória. Na esperança de que, um dia, se torne menos difícil. E isto não significa que não tenha outros amores, mãe, marido e filhos. Significa apenas que fiquei incompleta. Não sei se para sempre, mas por agora. Até um dia.