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Nunca como este ano senti que as férias passassem tão depressa.
Foi ontem que acabou o 1º Ano do Martim e a sala do 1º ano da Nôno!
Vieram as semanas de praia com a escola, o Jardim Zoológico com o amigo Diniz, os dias da Nôno na avó como neta única. O susto com o avô Quim, que não passou disso, e ainda bem.
Veio o Coentral e a magia dos dias no campo. A liberdade. A chave na porta de casa todo o dia. Tomar banho na nascente da ribeira, brincar com os primos, o piquenique, a procissão em honra de Nossa Senhora da Nazaré, os matraquilhos e o acampamento na varanda. Nunca o céu tem tantas estrelas como ali...
Depois o Algarve, com todos os requisitos pedidos. Muita praia, hotel com duas piscinas, o primeiro mergulho de pés da Nôno, bola de Berlim em algumas das tardes, a visita dos amigos, a pele dourada.
Mais dias de avós. Um dia de filho único. Andar de metro, comer hambúrguer, comprar um brinquedo.
A folga das marmitas teminou esta semana.
A Nôno ficou tão contente por voltar que nem se despediu no primeiro dia.
O Martim já estava choroso ainda antes de sair de casa. Compreendo-o bem.
Quando os dias são bons, custa ainda mais voltar. Passa tudo depressa, demais até.
Mas é a vida e não há volta a dar!

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